quinta-feira, 19 de junho de 2014

Á Beira do Ser

"(...) À beira de eu estou mim. É para mim que eu vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? Ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois - depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio. (...) Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. (...) À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo. Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto. (...) Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós."
Trecho de É pra Lá que Eu Vou, de Clarice Lispector.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Futuro

Eu estou escrevendo o Futuro
Eu estou escrevendo isso em Voz Alta
Nós não Falamos sobre o Passado
Nós não falamos sobre o Passado, Agora.
Então, estou escrevendo o Futuro
Estou deixando uma Chave aqui
Nem sempre algo estará faltando
Nem sempre estará Vazio, Aqui,

Apenas pense no Futuro
E pense em seus Sonhos
Você sairá daqui
Você sairá eventualmente
Então, apenas pense em seu Futuro
Pense em uma nova Vida
Não se perca nas Memórias
Mantenha seus Olhos em um novo Prêmio

Paramore.

Recomeçar

"Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela."
Paulo Coelho

Reza para um Querubim-A Banda mais Bonita da Cidade

Dê asas pr'eu aterrissar no céu
Dê paraquedas pr'eu saltar do chão pro céu
Para uma estrela acender na minha mão
Dê nuvens que se movem feito ondas
Ondas que batem e arrebentam lentas em mim
E dão banhos de querubim na minha asa

Dê asa, dê asa

Que o céu desaba
Dê asa, dê asa
Que o céu, minha casa
Dê asa, dê asa, dê asa
Quando a água vaza além da água
Dê céu, dê céu, dê céu
Quando do solo o sol também faz chuva
Dê céu, dê sol, dê asa
Que quando é noite eu tenho mágoa

Sempre em Metamorfose

"Virando, revirando-me.
Pronto! Agora acho que está bom!
Não, não está..."
Ser em constante aprendizado, nunca completo, nunca perfeito, SEMPRE APRENDENDO.
Acho que está é a perfeição: Saber que ela não existe, e procurar evoluir e ser melhor o tempo todo.
Só uma lagarta, sem saber que vai virar borboleta, sem saber que pode voar.
Será que se a Lagarta soubesse que tinha esse poder, viraria um ser tão belo, depois?
Será que não é belo sendo só uma lagarta?
A grandeza da alma se metamorfosiando, evoluindo, virando cinzas e depois renascendo em plenitude.
Na minha humilde e limitada visão de lagarta, eu vou.
Virando, revirando-me.

Helena Luciano.